
Começo essa resenha admitindo que não sou fã da Madonna. Não sou vidrada na carreira da loira, não tenho todos o cds e muito menos sei todas as músicas de cor. Desde que os shows no Brasil foram anunciados e o frisson em busca dos ingressos começou, eu bati os pés e disse: “Não pago os olhos da cara para ir a um show da Madonna”. Acabei indo ao show do dia 14/12, no Maracanã, porque ganhei o ingresso de um amigo (aí não tem como recusar, né?). Pois bem, fui sem muitas expectativas, até porque, logo após a primeira apresentação da S&S Tour, em Cardiff, no País de Gales, o show já havia caído na rede. Depois de algumas horas de espera e um Paul Oakenfold com um playlist super animado, as luzes do estádio se apagaram e os incríveis efeitos visuais dos telões não deixaram dúvidas de que aquilo era Madonna no auge dos seus 50 anos, linda e toda poderosa pedindo passagem a um Maracanã em êxtase embalada por “Candy Shop”.
A partir daí, o que se viu foi a expressão mais viva da carreira de um ícone pop. Madonna não parou um segundo sequer: dançou, pulou, caiu e, mesmo assim, tirou sarro da chuva que insistiu em cair durante todo o show. “Fuck the rain, it has to go”, exclamava a comandante da festa. No repertório, músicas do seu último álbum “Hard Candy” misturadas a hits consagrados como “Borderline”, “Music” e “Ray of Light”. Difícil foi não se emocionar com o ponto alto da noite: “Like a Prayer”, desde os primeiros acordes, foi responsável por levar um Maracanã já em furor a uma explosão de corpos que não conseguiam parar de pular e dançar. E quando, após duas horas de show, um “Game Over” apareceu nos telões anunciando o final do show, a sensação que ficou era que o público estava pronto para outra.
No mais, continuo não sendo uma fã de carteirinha da Madonna, mas admito que a experiência de assistir a um show da loira é algo indescritível, que todos deviam fazer um dia. Digno de um dos itens daquelas listas sobre o que fazer antes de morrer.





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